Pamella News

Monday, November 27, 2006

Alcoólatras encontram no AA a solução para o vício

O alcoolismo sempre foi um problema para a sociedade de forma geral. São inúmeros casos de acidentes e violência doméstica, onde o álcool foi a principal causa. Sem mencionar nos acidentes que tanto causam indignação à população. Apesar de todos esses problemas diretos (sem falar nos indiretos) o álcool ainda é uma droga legalizada no país. Nos últimos meses, esse tema tem sido muito trabalhado na mídia, por causa de uma novela, que mostra o drama vivido por um alcoólatra. O álcool causa, a princípio, uma sensação de euforia, porém o segundo momento é acompanhado de depressão. Além de todos esses males mencionados, o álcool também sai caro à sociedade, por causa de custos médicos, psicológicos, profissionais, dentre outros.
Uma pessoa, dependendo de sua condição física e do quanto esteja habituado a beber, pode chegar a ficar inconsciente depois de ingerir grandes dosagens. É o coma alcoólico.
E mesmo aquele que bebe relativamente pouco, não está isento das conseqüências da bebida. A famosa ressaca envolve dor de cabeça, ânsia de vômito e um mal estar geral.
A menor G.M.O, 16 anos disse que viu muitas vezes seu pai chegar em casa embriagado, quebrando os objetos de casa. Ela presenciou algumas vezes o pai tentando agredir sua mãe, sendo que uma vez ele tentou mata-la. A menor, juntamente com os quatro irmãos, ligaram para a polícia. Para lidar com esses problemas surgiu os Alcoólatras Anônimos. Eles têm como objetivo restabelecer o cidadão à sociedade e à família. Para isso eles utilizam alguns passos como fazer com que o alcoólatra reconheça que precisa de ajuda, pois já não tem o controle da situação e deve reconstituir as relações familiares e sociais, que foram desfeitas por causa do álcool. Além disso, ele deve aceitar participar das reuniões, dentre outras atividades.
Segundo Durval Eduardo da Silva, plantonista do AA de Belo Horizonte é muito importante seguir todos os paços para a libertação do alcoolismo, principalmente freqüentar as reuniões de grupo, que são diárias. Durval disse que há, em média, 20 solicitações de ajuda por dia, e alerta quanto aos resultados do AA: “A recuperação é variada porque depende de cada pessoa. Mas é essencial que ela vigie sempre, evite em todo tempo o primeiro gole e freqüentes periodicamente as reuniões de grupo”, esclareceu.

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